Projecto de Lúcia Macedo: "PERCEPÇÕES PARENTAIS SOBRE ESTADO NUTRICIONAL, SAÚDE E IMAGEM CORPORAL DAS CRIANÇAS QUE FREQUENTAM O 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO"
Orientador: Prof. Dr.ª Margarida Vieira
Co-orientador: Mestre Constança Festas
RESUMO:
Através da revisão da literatura é perceptível que, o aumento da prevalência da obesidade não é um problema confinado somente à população adulta, verificando-se o aumento da obesidade na criança e no adolescente e por consequência, o aumento do risco de morbilidade e mortalidade na fase adulta. As crianças constituem portanto, um dos principais grupos-alvo para estratégias de prevenção e controle do sobrepeso e da obesidade, não só devido às suas características como grupo de risco, mas também devido às possibilidades de sucesso das acções a serem implementadas (sendo mais fácil e menos dispendiosa), a fim de evitar as consequências físicas a curto e médio prazo e, psicológicos com efeitos imediatos.
Os pais ou cuidadores da criança são aqueles que transmitem saberes, crenças, práticas alimentares, comportamentais (Baptista, 2006; Eneli, Kalogiros, McDonald, Todem, 2007; Wald et al., 2007) sendo importante compreender primeiramente o que estes percepcionam, pois de outra forma é muito difícil trabalhar na prevenção da obesidade (Hirschler et al., 2006). Os programas de intervenção precoce na obesidade infantil não podem ser bem sucedidos sem o envolvimento parental dependendo em primeira instância, da capacidade destes de reconhecerem adequadamente a situação nutricional dos seus filhos. É menos provável que os pais suportem tais intervenções se não perceberem que o excesso de adiposidade é prejudicial à saúde das suas crianças.
Na revisão de literatura efectuada, verifica-se que vários autores concluem que é frequente as mães apresentarem uma percepção que não corresponde à realidade. Chamberlin et al. (2002) que concluíram que, as mães de crianças com idade pré-escolar com sobrepeso, com baixos recursos económicos tinham dificuldades em colocar limites com a comida, careciam de conhecimento sobre o desenvolvimento normal na criança e condutas alimentares adequadas e, não acreditavam que as suas crianças estavam com excesso de peso.
Entre diversas causas possíveis para explicar a não-percepção do excesso de peso entre as mães pode-se citar a crença de que a criança “gordinha” tem boa saúde e recebe melhor cuidado dos pais e acreditavam que tinham mais energia para brincar (Myers, Vargas, 2000). Igualmente, Jain et al. (2001) refere que, muitas mães acreditam que, com o crescimento do seu filho, o peso tenderá a se distribuir melhor e este não se tornará um adolescente obeso ou que a gordura da criança jovem tenderá a desaparecer à medida que esta se torna mais alta, mais velha e mais activa.
Um outro aspecto importante na educação dos pais para a saúde é a necessidade de informação individualizada e “sensível” à cultura onde estão inseridas. As crenças básicas dos pais sobre estado nutricional e imagem corporal devem ser conhecidas antes de ser implementada qualquer intervenção visto que estas estão condicionadas pela influencia social e cultural, devendo ser integradas na avaliação e processo de intervenção (Myers, Vargas, 2000).
É da competência do enfermeiro, tanto ao nível dos cuidados de saúde primários (na consulta de Saúde Infantil) e na área da Saúde Escolar, efectuar educação para a saúde, desmistificar conceitos, no sentido de prevenir e detectar precocemente casos em que as crianças estão (em risco de) obesas, ajudando “os pais a tomarem consciência sobre a importância da prevenção da obesidade e os seus desafios agregados a ela: encorajar de forma saudável a aquisição de uma dieta saudável, de hábitos da prática de exercício físico na criança sem que ela desenvolva uma preocupação com a “magreza” ou um conceito redutor relacionado com o peso do corpo”(Baughcum et al., 2000).
Foi neste sentido que surgiu o interesse de descrever as percepções parentais sobre o estado nutricional, imagem corporal e saúde, a fim de ajudar a desenvolver e implementar uma intervenção mais efectiva para a educação para a saúde.
Foi adoptada uma metodologia quantitativa, com recurso a um questionário com questões e instrumentos que avaliam as percepções relativamente aos itens supracitados.
As percepções parentais irão ser comparadas com o percentil de crescimento da respectiva criança, no sentido de avaliar/detectar a presença de uma percepção (in)adequada relativamente ao estado nutricional, saúde e imagem corporal e assim, determinar aqueles que se situam em risco de se tornarem obesos e aqueles que já estão obesos.
Os pais ou cuidadores da criança são aqueles que transmitem saberes, crenças, práticas alimentares, comportamentais (Baptista, 2006; Eneli, Kalogiros, McDonald, Todem, 2007; Wald et al., 2007) sendo importante compreender primeiramente o que estes percepcionam, pois de outra forma é muito difícil trabalhar na prevenção da obesidade (Hirschler et al., 2006). Os programas de intervenção precoce na obesidade infantil não podem ser bem sucedidos sem o envolvimento parental dependendo em primeira instância, da capacidade destes de reconhecerem adequadamente a situação nutricional dos seus filhos. É menos provável que os pais suportem tais intervenções se não perceberem que o excesso de adiposidade é prejudicial à saúde das suas crianças.
Na revisão de literatura efectuada, verifica-se que vários autores concluem que é frequente as mães apresentarem uma percepção que não corresponde à realidade. Chamberlin et al. (2002) que concluíram que, as mães de crianças com idade pré-escolar com sobrepeso, com baixos recursos económicos tinham dificuldades em colocar limites com a comida, careciam de conhecimento sobre o desenvolvimento normal na criança e condutas alimentares adequadas e, não acreditavam que as suas crianças estavam com excesso de peso.
Entre diversas causas possíveis para explicar a não-percepção do excesso de peso entre as mães pode-se citar a crença de que a criança “gordinha” tem boa saúde e recebe melhor cuidado dos pais e acreditavam que tinham mais energia para brincar (Myers, Vargas, 2000). Igualmente, Jain et al. (2001) refere que, muitas mães acreditam que, com o crescimento do seu filho, o peso tenderá a se distribuir melhor e este não se tornará um adolescente obeso ou que a gordura da criança jovem tenderá a desaparecer à medida que esta se torna mais alta, mais velha e mais activa.
Um outro aspecto importante na educação dos pais para a saúde é a necessidade de informação individualizada e “sensível” à cultura onde estão inseridas. As crenças básicas dos pais sobre estado nutricional e imagem corporal devem ser conhecidas antes de ser implementada qualquer intervenção visto que estas estão condicionadas pela influencia social e cultural, devendo ser integradas na avaliação e processo de intervenção (Myers, Vargas, 2000).
É da competência do enfermeiro, tanto ao nível dos cuidados de saúde primários (na consulta de Saúde Infantil) e na área da Saúde Escolar, efectuar educação para a saúde, desmistificar conceitos, no sentido de prevenir e detectar precocemente casos em que as crianças estão (em risco de) obesas, ajudando “os pais a tomarem consciência sobre a importância da prevenção da obesidade e os seus desafios agregados a ela: encorajar de forma saudável a aquisição de uma dieta saudável, de hábitos da prática de exercício físico na criança sem que ela desenvolva uma preocupação com a “magreza” ou um conceito redutor relacionado com o peso do corpo”(Baughcum et al., 2000).
Foi neste sentido que surgiu o interesse de descrever as percepções parentais sobre o estado nutricional, imagem corporal e saúde, a fim de ajudar a desenvolver e implementar uma intervenção mais efectiva para a educação para a saúde.
Foi adoptada uma metodologia quantitativa, com recurso a um questionário com questões e instrumentos que avaliam as percepções relativamente aos itens supracitados.
As percepções parentais irão ser comparadas com o percentil de crescimento da respectiva criança, no sentido de avaliar/detectar a presença de uma percepção (in)adequada relativamente ao estado nutricional, saúde e imagem corporal e assim, determinar aqueles que se situam em risco de se tornarem obesos e aqueles que já estão obesos.
1 comentário:
Lucia o 1º passo está dado - publicar o resumo, agora é só mais um esforçinho. Já agora...a Faculdade de motricidade humana está a estudar as questões da obesidade,pode ter alguma coisa que te interesse.
Enviar um comentário